quarta-feira, 10 de junho de 2015

Codinome Gabriela


Gabriela!
Copo de leite na janela,
Com rosas a enfeitar.
És vistosa
És brilhante
Feita escultura
Diamante.
Quem passa quer olhar,
Quão beleza singular.

Você tem um segredo Gabriela!
E quero descobrir.
Andei por terra estranha,
Não encontrei tamanha façanha
Igual ao teu sorrir.

Essa mulher me provoca!
Nem percebes os que olham,
Na sacada a florir.

Porque olhas assim Gabriela?
Olhos cintilantes
Esperando seu amante
Aparecer no seu jardim.

Gabriela sempre esperou
Por quem se apaixonou
E nunca mais voltou.

Mas um dia Gabriela cansa!
E seus olhos como uma lança,
Irão me atingir.
E podem ter certeza
A minha sutileza
Conquistará seus lindos olhos de marfim.

Que pele é esta Gabriela?
Que te deixa toda bela,
Fico querendo te tocar.

Você é segredo,
Enigma dos meus desejos,
Em noites a decifrar.

Quem será esta mulher?
Codinome Gabriela,
Nem é cravo
Nem é canela.

Quem é ela?

Convido a desenhar,
O que acabei de te contar.
E quem sabe em uma pincelada
Com tinta misturada,
Seu verdadeiro nome esboçar.

Gabriela, um dia hei de te conhecer!

Antonio Wagner Nogueira



terça-feira, 9 de junho de 2015

Corpo violão em dança de salão

                         
Ed Sheeran - Thinking Out Loud

Eu mais uma vez no salão esperando ela chegar. Eis que o corpo curvo e belo entra no salão no meio da multidão. E ela à espera de alguém se ousar. Quem seria o homem corajoso que tentaria conduzi-la em uma dança. Ela queria conversar, não em palavras, mas com o corpo. Era um corpo mistério. Moça, morena, latina, cabelos negros ondulados como a onda do mar. Sua pele denunciava que seu sangue fervilhava. Era uma intimidade com a dança e ninguém sabia explicar, o seu corpo conversava quando ia rebolar.
E por trás eu encostei e com respeito a toquei. Meu corpo suado a conduziu ao meio do salão e a minha mão deslizava aquele corpo violão, cheio de graça. Ela era quente, intensa e perfumada. Conforme ela dançava eu queria avançar e um beijo na boca lhe dar. Eu sentia o seu coração bater conforme a canção que soava naquele salão. E todos paravam e admiravam a beleza daquele corpo cheio de vibração.
Aperta a minha mão e não me solta, eu quero dançar contigo. Eu quero te girar entre os meus braços. O teu vestido realça a tua jovialidade e beleza, minha flor. Ele te segue com tamanha destreza fazendo teu corpo flutuar.
E no intervalo de uma nota musical teus olhos me encontram e você me transmite segurança e o salão é só nosso. O chão que eu piso neste momento não é mais o mesmo de quando entrei na festa. Agora piso em um chão feito de paixão. Somos pássaros entrelaçados e bailando contra o vento no suingue do movimento. 
Encostada ao pé do meu ouvido no final da música sinto o teu suspiro e teu rosto colado ao meu desliza como fosse me beijar, então sei que é a despedida. E você vai embora, e teus pequenos lábios suave e cheio de vida com um beijo toca meu rosto e agradece como se fosse a última dança, a última vez.  E eu fico aqui parado no meio deste salão no meio da multidão onde nosso amor ferve esperando teu corpo sumir. Eu vou te esperar meu amor até a nossa última música.

Antonio Wagner Nogueira

Pedrinho e seu PC


Pedrinho é um menino muito sapeca,
Só não sabe o que é brincar de gude ou jogar peteca.
Ele é desses meninos da capital,
Fica horas na frente do PC e joga bola muito mal.
Seu avô sempre reclama que na época dele não era assim, 
Ele brincava na rua e se sujava no jardim.
“Pedrinho só quer saber de computador” 
Diz sempre seu avô, até com certo furor.
“Ai se eu tivesse a idade desse menino!”
Exclama ele com muito afinco.
Pedrinho quase não tem amigos
Acho que ele só olha pra seu próprio umbigo.
Tenho até pena do Pedrinho...
Uma vez dei um pião
E ele me perguntou onde ficava o botão
Mostrei a ele como fazia
Ele fez cara de quem não entendia
Disse que preferia  voltar para o computador
“Ah Pedrinho, se nessa coluna não tivesse tanta dor!”

Vinícius Miranda

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Ah, não... já é segunda!

Reprodução
  Não entendo exatamente o motivo das pessoas implicarem tanto com a segunda-feira. De fato é o término do descanso do fim de semana, do dia livre, é a volta ao trabalho, estudo, afazeres diversos, mas prefiro me ater ao caráter do novo que a segunda traz com ela.

  Quem nunca disse que ia deixar para começar a dieta ou voltar para a academia na segunda- feira? Quem nunca prometeu que na segunda ia começar a estudar para aquela prova difícil, porque sempre deixa tudo para em cima da hora? Pois é. Segunda é dia de procurar emprego, distribuir currículos, correr atrás do novo. Por isso, não impliquem com a segunda, mas assim como a semana que se renova a cada 7 dias, renove-se também, e busque o novo.

  Olhem para a segunda-feira como mais uma chance que nos é dada de buscarmos nossa felicidade, de sermos ativos em nossas vidas e não apenas deixar que ela nos leve. Então se inspire e não reclame porque a semana começou, mas agradeça pela oportunidade de você próprio ser o motivo de sua felicidade. Escolha ser feliz hoje e sorria agora! 

Vinícius Miranda

domingo, 7 de junho de 2015

Adeus Lene!



Quando te conheci,
Moça simples e singela tinha a beleza aquarela
Para um quadro se pintar.

Que moça bela!
Ela só vive a cantar.
Teu canto trazia paz Lene.

Você era de invejável beleza,
Que reluzia como cereja em um bolo a confeitar.
Você era doce, Lene. Eu não nego.

E agora sem você eu não existo!
Não consigo nem ler um livro,
Sem você para amar.

Como serão os meus dias?
Sem tamanha alegria quando teu rosto recordar.
Você iluminava Lene.

Lembro-me das primaveras e dos verões
Sem tristeza e sem retrações estava e sempre a esperar
O tempo passava meu coração delatava quando via teu olhar.

Olhar rasos de lágrimas. Lembro-me.
Que em teu rosto acariciava quando as via rolar.
As tuas lágrimas brilhavam como pedras de diamante, cintilantes.

E quando eu chorava,
Ah! Você me abraçava até a minha dor passar.
O outono, o inverno chegava e você perseverava em nunca me abandonar.

Meu amor em dias de chuva,
Você debaixo de um guarda-chuva
Estava pronta a me salvar.

E quando ensopado da chuva
Pegava a toalha felpuda
Para meu corpo secar.

E a cada dia mais linda você ficava,
E eu com meus olhos a contemplava
O teu jeito de fada quando ia tocar.

Parecia que as teclas se hipnotizavam no teu dedilhar,
E quando a música tocava eu recordava
O dia que escolhemos nos casar.

Lene,
O teu olhar, o teu sorriso,
O teu carinho nunca mudava.

E a cada dia que se iniciava
Cheia de amor brotava
Ao meu lado ao acordar.

Ah Lene! Muitas coisas a contar.
Nem mil e uma palavras iriam me calar
Que em dias de frio pegava o cobertor para nos esquentar.

Nosso fogão de lenha tem lindas histórias a relatar 
Que entre brasas o nosso amor só fazia fervilhar.
E que uma simples casinha era o lar doce lar.

Mas, o tempo passou e a saudade ficou.
Lene, porque você partiu?
Os dias para mim ficaram tão frios.

E me desperto a procurar
E do lado da cama, vazia, sinto o cheiro das fragrâncias
Que costumavas usar.

Sabe meu amor,
Você neste mundo não deixou
Nem ódio e nem rancor.

Você foi embora! Bem sei disto.
E sabe o que ficou comigo,
Foi teu sorriso em uma tarde de domingo...

Que sentada a ver o céu colorido,
Falou-me ao pé do ouvido
Amor, eu já vou.

Então, Lene recostou no meu ombro
E dormiu um sono profundo.
Ela partiu deste mundo.

E minhas últimas palavras entremeadas de lágrimas,
Eu disse:
Adeus, Lene! Eu te Amo!

Antonio Wagner Nogueira




sábado, 6 de junho de 2015

Um pouco de música faz bem


Música: Sábado
Composição: José Augusto

Todo sábado é assim
Eu me lembro de nós dois
É o dia mais difícil sem você
Outra vez os amigos chamam
Pra algum lugar
E outra vez
Eu não sei direito
O que eu vou falar...
Quero explodir por dentro
Inventar uma paixão
Qualquer coisa
Que me arranque a solidão
Um motivo pra não ficar
Outra noite assim
Sem saber se você vai
Voltar pra mim...
Eu já tentei
Fiz de tudo pra te esquecer
Eu até encontrei prazer
Mas ninguém faz como você
Quanta ilusão
Ir pra cama sem emoção
Se o vazio que vem depois
Só me faz lembrar de nós dois...
Quero explodir por dentro
Inventar uma paixão
Qualquer coisa
Que me arranque a solidão
Um motivo pra não ficar
Outra noite assim
Sem saber se você vai
Voltar pra mim...
Eu já tentei
Fiz de tudo pra te esquecer
Eu até encontrei prazer
Mas ninguém faz como você
Quanta ilusão
Ir pra cama sem emoção
Se o vazio que vem depois
Só me faz lembrar de nós dois...
A música é o canto da alma. 
Com palavras, recordações.
Com as notas, emoções.
Com carinho,


Quarto retrô


Quando tudo aconteceu achei que você não fosse suportar. Todos acreditávamos que você não seguiria adiante, mas seguiu e realmente nos surpreendeu. Você continuou trabalhando, até mais que antes, saindo com os amigos, indo ao bar da esquina na sexta depois do expediente, continuou enviando mensagens engraçadas e de duplo sentido, você até sorria meu amigo!
Mas um dia enquanto você sorria eu te olhei nos olhos e nas entrelinhas do teu sorriso via a tristeza, sua companheira de quarto. Na verdade, me recorreu que todos os seus sorrisos eram tristes e fajutos. Você não seguiu meu amigo, você paralisou! Eu queria ter percebido que você se enfurnou em um quarto retrô. Meu amigo, os meus olhos se fecharam enquanto a tristeza só te acompanhou. E eu aqui alegre e em bebida aproveitava a minha vida e você sentindo dor. No mundo em que eu vivo parece tudo perfeito. E eu olhava pra você e achava que você também não sofria, entretanto, me enganei.
Agora, desejo que você sofra! Mas não sofra sozinho, estou aqui no cantinho do sofá esperando que chore e comece a desabafar. Não tenha medo, se necessário for, grite! Eu estou aqui para te ouvir. Sofra essa dor, faz parte do processo de cura. Não invente alegrias superficiais. Não se permita dar sorrisos fajutos! Eu quero aquele sorriso largo, esboçado em alegria. Chega de fantasia, eu também acordei. Desejo que você chore e sofra hoje, estarei contigo, estarei amanhã também para ver o brilho em seus olhos e o sorriso verdadeiro que não se iguala ao de ninguém.

"O sofrimento é o intervalo entre duas felicidades."
Vinicius de Moraes



Vinícius Miranda